sexta-feira, 3 de abril de 2020

Foto do Mês - Março de 2020

Desta vez, será apresentado um único trabalho tirado todo com a câmera no modo automático. É um stopmotion!

Fiz tudo sem pesquisar muito na internet, nem mesmo exemplos. Esse é um ponto fraco pois poderia ter saído algo mais interessante se eu houvesse feito a lição de casa. Ainda assim, acho que ficou legal. Lá vão alguns aspectos da produção:

domingo, 15 de março de 2020

Foto do Mês - Fevereiro de 2020

Neste post, apresentarei um híbrido de fotos tiradas no modo manual e no modo automático. Os algoritmos de pós-processamento atuais são muito legais e me sinto razoavelmente convencido de que, em geral, é melhor tirar foto no automático. Todas as fotos foram tiradas com o Galaxy S10e.

Fica o detalhe para o tema desse mês: minha ida a trabalho para a cidade de Lucerne, na Suíça.

A Mais Icônica - Kapellbrücke e Wasserturm

A Kapellbrücke é a ponte de madeira - ponte da capela - e a wasserturm é a torre hexagonal anexa. A menção a capela no nome se refere a uma capela próxima e não à torre hexagonal.



domingo, 2 de fevereiro de 2020

Foto do Mês - Janeiro de 2020

Na sequência do último post, dou prosseguimento à série Foto do Mês com uma coletânea de Janeiro de 2020. Dentre as mudanças mais marcantes do mês, temos:

  • Mudança de câmera: mês passado os cliques foram feitos com a Nikon D3300 e sua lente padrão, enquanto neste mês todos vieram do Samsung Galaxy S10e. Também por isso, há fotos tiradas mês passado que compõem o post atual.
  • Menor esforço: neste mês, saí a esmo pelas ruas da cidade numa única ocasião. Também usei pouquíssimo tempo para pesquisa e edição das fotos raw.
Fique à seguir com uma visão da minha vizinhaça, majoritariamente.

A Melhor - Semáforo e Árvore Rachada



domingo, 5 de janeiro de 2020

Foto do Mês - Dezembro de 2019

Esse blog aqui sempre foi muito parado, porém de tempos em tempos me ressucita a vontade de vomitar algumas linhas, mesmo que relevantes somente a mim mesmo. E o blog do dia é sobre fotografia. Ele contém algumas fotos do mês passado.

A Melhor - Fonte no Passeio Público de Curitiba

terça-feira, 10 de abril de 2018

Lista de Amoras

Ou seria lista de aromas? Talvez temperos ou até mesmo outras frutas silvestres. Talvez nunca saibamos ao certo. Eu, eu mesmo, tenho certeza: não abro mão da minha amora.

Essa é fruta de raiz, selvagem, daquelas que se colhe direto do arbusto - ou da árvore nesta analogia, pois assim é possível romantizar o fato de que a colheita é uma aventura. Perigosa escalada rumo ao topo, pois não há outro lugar para ela senão o mais alto dos pódios - ou galhos, no caso. A copa da mais alta amoreira.

Matura, digo, madura, esta fruta me conquistou com seu perfume - que até cumaru lembra - e com a leveza de sua essência. Digo isto pois nesta mistura também há o azedo para balancear com dulçor diário, evitando que se enjoe.

O que me resta? A mim cabe esperar que essa amora me veja como fruto da mesma família botânica, para que um dia possamos construir - ou melhor, plantar - nossa própria árvore, levando vida e amor a este grande campo em que vivemos. E para finalizar, eis minha lista de amoras:

  • Amora preta silvestre, de árvore, casca sensível com interior firme, cercada de companheiras e bem protegida dos predadores, doce com leve azedume, igual bala Fini.

sábado, 9 de setembro de 2017

Uma folha em branco

Nunca fui um conversador de primeira categoria. Estando com as pessoas certas e os incentivos a meu favor, até que me saio bem, todavia reconheço minhas limitações. Trabalho com lógica e números, nem mesmo posso dizer que o português é meu forte, embora eu goste de arriscar o uso da norma culta e de palavras pouco usuais. Por falar em palavras pouco usuais, àqueles que gostam de curiosidades recomendo este vídeo [em inglês] do canal Vsauce do YouTube, que discorre sobre a lei de Zipf e o fato de a frequência com a qual palavras são usadas em determinada língua poder ser descrito por uma lei exponencial.

Por um instante me esqueci do real motivo que me levou à escrita desta reflexão. Uma folha em branco. Sua razão intrínseca existencial é o rabisco, é a palavra, é o desenho, é a exteriorização de lógica ou mesmo da ausência desta. É a necessidade de não ser mais uma folha em branco. E isso me lembra, muito poeticamente, da vida. Deixando de lado toda essa parte médico-filosófica acerca daquilo que nos é inato, gosto de pensar que somos a soma de todas as experiências que vivemos - e carregamos sempre um pedaço destas vivências.

E lá vou eu desviando novamente do assunto. Tentarei ir direto ao ponto. Sinto que sou muito melhor quando me comunico por via escrita do que por meio de conversa, seja transmitindo ou recebendo informações. A escrita fica ali para ser lida e relida, enquanto palavras que saem da boca são interpretadas e distorcidas; diversas vezes mal formuladas e jamais revisadas; fontes de desentendimentos. Há os poetas da palavra falada sim, aquelas pessoas que dominam com maestria a didática da explicação verbal, mas passo longe disto. Eu gosto mesmo é de ver as palavras se materializarem na minha frente, embora por vezes nem faça questão de revisá-las, dependendo da situação - como em uma carta romântica que escrevi recentemente e cujo conteúdo precisava ser cru, sincero ao extremo. É claro que isso não me impediu de pensar e repensar as palavras na minha cabeça antes de dar vida a elas, mas tornou o conteúdo da carta tão autêntico quanto bem formulado.

Me desculpem aqueles que nunca tiveram a oportunidade de trocar mensagens comigo. Talvez sua leitura da minha pessoa não corresponda ao que há por debaixo do capô. E fiquem felizes aqueles de vocês que trocam mensagens comigo frequentemente, saibam que mesmo nas situações mais informais prezo pela qualidade, senão linguística, de articulação das ideias em jogo. Acabo estas linhas feliz por ter saciado minha necessidade - e também a da folha em branco.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Impressões pessoais do livro O Pistoleiro, de Stephen King

The Gunslinger é um livro escrito pelo autor de ficção Stephen King e revisado por ele mesmo após a conclusão da série A Torre Negra (aqui se tratando da análise da edição revisada). É reconhecido como sendo um livro completamente diferente de todos os outros 6 da série – que totaliza 7 volumes – devido em parte à juventude do autor e seu pensamento na época em que elaborou tal obra: segundo ele mesmo em seu prefácio à edição revista, confessa que era muito mais preocupado com a forma do que com o conteúdo, influenciado por seminários que escrevia na época.
A narrativa é feita em terceira pessoa, sendo o narrador onisciente. Há a presença de diálogos e a trajetória do texto não é linear, uma vez que ao longo dos capítulos a narrativa salta do tempo presente para momentos do passado, tanto distante quanto próximo, no objetivo de esclarecer seus pontos obscuros. A história em si trata da aventura de um pistoleiro chamado Roland, cujo objetivo maior é encontrar a misteriosa Torre Negra. Para atingir seu objetivo, ele persegue um feiticeiro, a quem O Pistoleiro chama Marten, outros personagens conhecem como Walter e ambos também se referem como O Homem Negro. Embora os termos pistoleiro e magia estejam muito presentes no livro e partes esssenciais da história estejam envolvidas em torno destes conceitos, existem poucos momentos de clímax nos quais há o uso efetivo de armas e/ou magia.
O cenário no qual se passa a história é um mundo pós-apocalíptico e que se assemelha mais ao passado do que ao futuro. Há pistas deixadas na narrativa que favorecem o questionamento de que possam existir outros universos paralelos ou de que talvez este seja um mundo após a morte, evidências estas sustentadas pelo personagem Jake, que aparece de supetão na história, e ao que tudo indica veio parar neste mundo após sofrer um atropelamento na cidade de Nova Iorque, por obra de Marten. Mesmo o mundo em foco na narrativa ainda teve alguma prosperidade durante a infância de Roland, na qual ele foi treinado por Cork – não efetivamente para se tornar um pistoleiro, mas para aprender a arte do combate e vencer seu instrutor, ganhando assim a possibilidade de se tornar um pistoleiro e evitar o próprio exílio caso falhasse. Roland venceu seu mestre muito jovem, após perceber que Marten estivera abusando de sua mãe e possivelmente traindo seu pai, mas a narrativa não deixa claro o que aconteceu depois que ele obteve o direito de portar pistolas, ao vencer Cork em uma batalha astuta e pouco convencional, tornando-se em seguida o mais jovem de todos os pistoleiros da história.

Tal narrativa, rica em detalhes e suspense, obscura e questionadora, oferece ao leitor mais do que um passatempo. Oferece um quebra-cabeça insolúvel à primeira vista, que é capaz de prender vorazmente sua atenção e incitá-lo a divagações mais extensas, relacionadas à vida e ao universo, muito além da história. Certamente é uma leitura recomendada a todo amante de bons livros de ficção e, principalmente, àqueles que não se deixam intimidar por uma narrativa detalhista e nebulosa, a quem gosta de segredos e desafios e segue lendo para desvendá-los.